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domingo, 4 de setembro de 2011

A Minha Melhor Aventura de Sempre!- 1º Passatempo/ 1º Ronda



            - Que estás a fazer?

            - Mãe, eu já te disse, hoje vou à piscina com a Sofia, estou a preparar-me para ir...
            - Já tens o almoço pronto para lá ficares o dia todo?
            - Já, fiz-lo ontem à noite.
            - Então está bem. Cuidado, não fales com desconhecidos!
            - Está bem mãe, adeus, até logo!

            Olá, vou apresentar-me, sou a Larah e tenho 14 anos. Como vocês perceberam na conversa que tive com a minha mãe, vou a caminho da piscina para passar um dia com a minha melhor amiga, a Sofia. Cheguei a casa da Sofia.
            - Olá!
            - Olá! Então, vens à piscina? - pergunto.
            - Claro! Deixa-me só despedir-me da minha mãe e pegar nas coisas...
            - Está bem.
            Depois de cinco minutos, ela chega cá fora e diz-me:
            - Então, que se passou entre ti e o João para acabares com ele?
            - Nem me fales disso, fiquei tão triste...
            - Como assim? Que se passou?
            - Apanhei-o aos beijos com a burra da Rita...
            - Qual? Aquela loira alta?
            - Sim... Logo ela... Ele sabia que eu a odiava...
            - Que estúpido! Fizeste bem acabar com ele... Rapazes assim não te merecem...
            - Pois... - disse eu com uma cara desanimada.
            - Agora, vez de pensarmos sobre essas coisas, que tal pensar quantos rapazes vamos conhecer na piscina?
            - Por mim vamos... - quando estava prestes a continuar a frase, reparo que havia um carro atrás de nós.
            - Ó Sofia, já reparaste que aquele carro está a vigiar-nos? - pergunto eu ao ouvido dela.
            Quando ela olha para trás, ela grita muito alto:
            - São raptores! Corre!
            Nós corremos a uma velocidade enorme, mas o carro prega a fundo e bloqueia-nos. Depois, num segundo, os homens já estavam a agarrar-nos e a tapar as nossas bocas para nós não conseguirmos gritar. A seguir, metem-nos dentro do carro e, enquanto amarravam as nossas mãos e os nossos pés a Sofia grita enquanto lhe caía uma lágrima no olho:
            - Que é que se passa? O que é que vocês querem?
            - As meninas já vão ver o que vamos fazer! - dizem eles enquanto riam-se sem parar, daqueles risos maléficos, estão a ver?
            Passado meia hora de viagem, o que estava a conduzir o carro, vira-se para trás e diz:
            - Chegamos...
            Eu e a Sofia olhámos para a frente e vemos uma fábrica velha e a parte de cima dizia: "Fábrica de Sapatos do Tio Lenny".
            - É a antiga fábrica do meu tio Leo... - sussurra-me a Sofia ao ouvido.
            Quando ela me disse isto, já nem sabia o que havia de dizer...
            Deixem-me explicar, a Sofia nunca gostou do 'Tio Leo'. Ele olha-lhe para ela como se fosse um bicho rastejante que quando os vemos, temos nojo e só nos apetece matar naquele momento... Desde que ela nasceu! Também, a Sofia contou-me que, quando era pequenina, ela pedia-lhe sempre para brincar com ele, ele disse logo: "Sai daqui bicho ranhoso e fedorento!"
            O carro pára. Os homens saem e pegam em nós como se fossemos bonecas de peluche e levam-nos para dentro da fábrica.
            Quando lá entrámos, eu olho para todo aquele espaço e vejo, num cantinho, dez crianças, alguns com a nossa idade, outros por volta dos 12 anos.
            Começamos a subir umas escadas que acabavam num escritório totalmente vazio. Os homens sentam-nos nas 2 cadeiras que estão à frente da secretária, a cadeira que estava atrás da secretária vira-se para nós.
            - TIO LEO!?!? - grita a Sofia.
            - Eu não acredito, eu disse-vos para não irem procurar naquela zona!
            - Desculpe Sr. Lenny. - dizem os homens em coro.
            - E agora? Que faço?
            - Deixa-nos ir embora... - diz a Sofia baixinho.
            - Isso era o que tu querias! Tu ficas comigo, a tua amiga vai para o cantinho onde estão os outros...
            - Não, por favor! Larah, fica comigo!
            E eles levam-me lá para baixo, ao pé dos outros enquanto eu vejo a minha melhor amiga derramada em lágrimas, com medo que nos víssemos pela última vez...
            Quando lá chego, lembro-me de me perguntar a mim mesma: "Que fazemos aqui?"
            - Olá, olha, podem-me dizer o que fazemos aqui?
            O rapaz ao meu lado, quando se virou, olhei-lhe nos olhos e pensei: "Que lindo!". Aqueles olhos verdes lindos, aquela cara perfeita, a sua pele morena, fiquei logo derretida, com o meu coração aos pulos!
            - Não sei... - diz-me ele com aquela voz perfeita.
            - Vocês estão aqui para trabalhar numa fábrica no resto das vossas vidas! - diz o 'Tio Leo', acabado de chegar, com um riso maléfico seguido.
            - A Sofia?
            - Está nas máquinas, o sítio onde tu estarás quando tiver 50 bichos como tu aqui.
            E sai com os seus homens e com o seu riso maléfico... Porque é que os maus têm sempre um riso maléfico?
            - Temos de sair daqui! - digo eu, baixinho.
            Então eu viro-me de costas para o rapaz de olhos verdes, agarro nas cordas que amarravam as mãos dele e desamarro-o. Ele desamarra a dos pés, e desamarra toda gente... Sou a última a ser desamarrada. Ele agarra a minha mão e diz:
            - Anda, vá lá, antes que eles voltem...
            - Vai tu, eu vou salvar a minha melhor amiga primeiro.
            - Então eu fico contigo.
            - Ficas? Porquê?
            - Simpatizei-me logo contigo, e tu ajudaste os outros a fugir...
            - Então está bem. Agora temos que encontrar o mapa do edíficio...
            - Antes temos que fugir que eles estão a sair...
            - Para aquela sala!
            Vamos ambos a correr para uma sala escura, fechamos a porta e, quando ligamos as luzes e vemos prateleiras cheias de caixas de sapatos. E também uma conduta aberta...
            - Vamos por ali!
            Começamos a subir as prateleiras e ouvimos uma berro: "Eles estão dentro daquela sala!"... Nesse momento, o rapaz atira-se para a conduta e depois eu atiro-me, eu quase que caía, mas ele agarra-me a mão com as suas mãos suaves e puxa-me para cima. No segundo seguinte, eles abrem a porta e saem logo a seguir... Nós vamos sempre em frente pelas condutas...
            - Então, como te chamas? - perguntou-me o rapaz lindo.
            - Larah, com 'h' no fim. E tu?
            - Luís.
            - Foste raptado à quanto tempo?
            - Há 3 dias, fui o primeiro. Ia festejar o meu 14º aniversário em casa da minha avó quando tudo aconteceu.
            - Então isto começou à pouco tempo... Ah! E, parabéns atrasados.
            - Sim, parece que sim. Obrigado.
            - De...
            Eu ia continuar até ser interrompida...
            - O mapa!
            - Boa!!! Agora, por onde vamos?
            - Esta direita fica a sala das máquinas!
            Quando viramos à direita, demos três pequenos passos e acabamos por cair da conduta... E caímos numa má altura, estava lá o Lenny com a Sofia... Ele pega em nós, amarra-me contra uma cadeira, e na cadeira atrás, amarra a Sofia, que estava cheia de sangue... Quanto ao Luís, o Lenny amarra-o contra o poste que estava mesmo à minha frente, o poste cheio de sangue...
            - Então... Tu decidiste libertar todos aqueles bichos... O que é que te deu para fazeres isso? - enquanto grita a última pergunta dá-lhe um murro nas costelas, e o Luís acaba por vomitar sangue...
            - Pára! Fui eu que os libertei! - gritei eu com o aperto no coração, por vê-lo a levar tamanho murro sem ter culpa...
            - Não! Fui eu que os libertei, e tenho muito orgulho no que fiz... - diz ele, aflito...
            No momento em que o Lenny deu um murro ainda mais forte, um carro parte a parede... Era a polícia... Tinha chegado um pouco atrasados... 
            Quando os homens do Lenny e o próprio eram levados para a esquadra, eu vou ter com a Sofia para saber se ela partiu alguma coisa...
            - Não, não parti nada... Vais mas é ter com o teu amigo... Ele deve ter partido alguma coisa...
            Então eu obedeci-a.
            - Então, estás bem?
            - Estou, só parti 3 costelas... Mas quando olho para ti, sinto-me curado!
            - Oh, que querido. Se te tivesse conhecido mais cedo dava-te uma prenda de aniversário linda mesmo!
            - Não precisas, conhecer-te foi a melhor prenda que alguma vez tive...
            Depois de me dizer isto, dá-me um beijo mas daqueles que deixam as raparigas nas nuvens, mas eu estava muito mais alto...
            Bem, agora que vos contei a minha melhor aventura de sempre, não tenho mais nada para contar... Só vos tenho a dizer que sou muito feliz com o rapaz dos meus sonhos e a minha melhor amiga de sempre ao meu lado... Agora tenho que ir... Tenho a minha mãe à espera... Ela pensa que estou na piscina... Quando lhe contar ela vai-se passar! Adeus!
           Débora Abreu 



sábado, 3 de setembro de 2011

Olhar Sem Rumo -1º Passatempo/1º Ronda

 Um dia um rapaz conheceu uma rapariga na praia. Ele meteu conversa com ela e apaixonou-se. 
 Mas quando uma bola ia em direcção a ela, ela não se desviou. Então ele perguntou:
-Porquê não te desvias-te da bola?
-Porque sou cega.- Disse ela
-Oque?
-Mas porquê? Não vais gostar de mim só por ser cega?
- Não, não. Não é nada disso eu gosto de ti como tu és.
Eles amavam-se um ao outro mas um dia quando ele viu que tavam a gozar com a namorada dele. Ele ficou muito chateado.
 Um dia lingam do hospital a dizer que tinham conseguido uma operação para ela. Depois de alguns dias ela sai do hospital a ver e foi ter com o namorado mas quando ela viu que o namorado dela não tinha olhos disse:
-Mas tu não tens olhos. Adeus.
Mas antes de ela ir embora ele  muito triste e disse:
-Cuida bem dos meus olhos.
 
Ela ficou a pensar e nem conseguia dormir a noite então tinha dissidido ir no dia seguinte a casa dele.
No dia seguinte ela foi a casa dele e tinha lá 3 carros da polícia. Ela perguntou a uma vizinha o que se tinha passado e ela disse que o rapaz se tinha suicidado.



Zé Carlos


Para quem não sabe ,o Zé Carlos , ficou em 4º lugar com a Teresa Oliveira*.


*Relembramos que não iremos publicar o texto da Teresa porque ela mandou-nos um e-mail a dizer que não queria que fosse publicado.

Um Novo Começo-1ºPassatempo/1º Ronda


Ao ouvir o maldito despertador a tocar, estiquei o braço para o calar mas entretanto ouviu-se cair algo e a campainha a tocar. - Mas que raio! Quando uma pessoa está a dormir bem é que há todo este barulho! - Olho para as horas, são sete da manhã - é verdade, hoje é o meu primeiro dia na empresa de indústrias têxteis!
Levantei-me repentinamente correndo para a casa de banho, a campainha parou de tocar. Felizmente posso-me arrumar em sossego. Meti-me debaixo do chuveiro – ah! Como sabe mesmo bem um banho quente! e lembrando do sucedido da noite anterior, Roberto terminara o namoro comigo ao fim de um ano dizendo que não era mulher suficiente, isto só porque não me sentia preparada para me entregar, tal como ele queria.
Ao sair do chuveiro assustei-me com Rosa, a empregada de minha mãe, que mora mesmo ao meu lado. – Ah! Que susto Rosa! – Gritei eu ao deparar-me com ela à minha frente.
- Desculpe menina, não a queria assustar. – Disse ela sorrindo - Sua mãe pediu-me para vir ver se estava levantada, parece que não se sentia lá muito bem ontem à noite.
- Não faz mal. E quantas vezes já te pedi para não me chamares de menina, quando a minha mãe não está presente. – Disse eu relembrando-a, porque somos amigas e é empregada de minha mãe não minha.
- É do hábito Cristiana, tens o pequeno-almoço preparado. Hum! Não me queres contar o que aconteceu ontem à noite!? – Perguntou ela vindo atrás de mim.
A princípio ignorei a pergunta pois não me apetecia falar do assunto. Fui ao roupeiro e tirei umas calças e casaco brancos e um top preto, e comecei-me a vestir.
- Vá lá Cristiana, o que aconteceu para regressares daquele jeito? – Insistiu ela sentando-se na ponta da cama.
- De qual jeito!?
- Cristiana conheço-te muito bem, saíste toda animada e regressaste desanimada. Sabes que podes contar comigo.
- Hum, Roberto terminou comigo. – Respondi eu por fim terminando de vestir o casaco. – Diz que não sou suficientemente mulher, só porque nunca me senti preparada para me entregar a ele.
- Deixa lá, ele é um idiota. Se realmente gostasse mesmo de ti, saberia esperar e não te pressionava. – Disse ela sorrindo. – Quem sabe, não irás conhecer alguém muito em breve, e que seja o tal!?
- Rosa, de momento não quero saber de rapazes, só dão dores de cabeça. Daqui para a frente só quero saber de trabalhar. – Respondi a ir para a casa de banho para arranjar o cabelo. Escovei-o e prendi-o num rabo-de-cavalo.
- Tu é que lá sabes! – Respondeu ela a descer as escadas. – Agora vê se te despachas, que o teu pai está à espera.
Corri escadas abaixo e dirigi-me para a cozinha onde bebi um iogurte de melancia e peguei um pak de bolachas para o caminho, e antes de sair arrumei a cozinha para não dar trabalho a Rosa. Comecei a ouvir a buzina do carro, realmente o meu pai já me esperava e estava cheio de pressa, hoje tem uma reunião muito importante com uma cliente. O caso era complicado, a senhora está a separar-se e disputava a custódia da filha de três anos.
Saí a correr metendo-me dentro do carro e desculpei-me pelo atraso. Bem… Não estava propriamente atrasada, o meu pai é que tinha sair mais cedo do costume.
- Boa sorte para hoje. Como te sentes? – Perguntou o meu pai pelo caminho.
- Um pouco nervosa, acho que é mais ansiosa pelo primeiro dia.
- Podias esperar mais um pouco para concluíres o curso de fotografia, e abrires o teu próprio estúdio.
- Prefiro ir trabalhando e depois logo se vê.
- Chegámos. Queres que te venha buscar quando saíres? – Perguntou ele enquanto parava para eu sair do carro.
- Não é preciso, vou de autocarro e se necessário de táxi. – Respondi eu dando-lhe um beijo rápido e saí do carro. – Raios, tinha que começar a chover agora! – Comecei a correr debaixo de água ainda coisa de pouco mais de dois metros. Entrei na indústria limpando-me. O tempo parece maluco, em pleno verão a cair uma chuvada destas.
Falei educadamente às pessoas que também estavam a entrar e surpreendidas pela chuvada. subi no elevador  dirigindo-me para a presidência, onde iria trabalhar como secretária do senhor doutor Guilherme. Havia mais duas secretárias, não da minha idade, talvez cerca de vinte e quatro, vinte e cinco anos, muito bonitas e muito bem arranjadas.
Dirigi-me à rapariga morena e apresentei-me. – Bom dia. Sou a Cristiana e venho começar hoje trabalhar para o senhor doutor Guilherme.
- Bom dia, eu sou a Sónia e vamos trabalhar juntas. Vais ficar naquela secretária e atenderás ao doutor Guilherme, e possivelmente ao menino Felipe. – Respondeu ela sorrindo sarcasticamente, demonstrando o seu desagrado da minha presença. – O senhor doutor deve estar a chegar, assim que chegar entras atrás dele.
Agradeci e dirigi-me para a minha secretária. Preparei tudo e abri o computador, entretanto o senhor Guilherme chegou, e tal como Sónia me dissera, entrei com ele.
- Bom dia, senhor doutor. Como está? Eu sou a Cristiana e vou trabalhar com o senhor.
- Bom dia. Estou muito bem. Preciso que me chame o David, o director de gestão, por causa dos balanços e inventários. – Respondeu ele muito educado.
- É para já, senhor. – Respondi e saí da sala. Fui para a minha secretária e olhei para a lista telefónica interna que estava em cima da secretária, onde se encontrava o número do director de gestão. Olhei para o número e marquei-o. - Estou, senhor David?
- Sim. – Respondeu uma voz masculina do outro lado do auscultador.
- Bom dia, fala Cristiana, a nova secretária do senhor doutor Guilherme, o senhor doutor deseja-lhe falar por causa dos balanços e os inventários.
- Só mais cinco minutos e já vou.
- Obrigado, com a sua licença. – E desliguei o telefone.
Estava arrumando uns documentos dentro de umas pastas de costas viradas para a mesa, quando ouço uma voz masculina a falar as minhas colegas.
- Bom dia! Fátima e Sónia como estão hoje? – Perguntou a tal voz masculina.
- Bom dia David, connosco está tudo bem. – Responderam as duas raparigas sorrindo.
- Hum, hum, Bom dia. – Disse ele para mim.
Ao ouvi-lo virei-me para ele, também falando – Bom dia. – Mas ao virar-me de repente, ele deixou cair os papéis que trazia na mão ficando surpreso comigo, como se me conhecesse. – Está tudo bem consigo!? – Perguntei-lhe preocupada, dando a volta à secretária e comecei a ajudá-lo a apanhá-los.
- Hum! Está tudo bem, não preciso da sua ajuda. – Disse ele sem jeito sarcasticamente. – O senhor doutor deve estar à minha espera.
Levantei-me, bati com os nós dos dedos levemente na porta e de seguida abri-a. – Senhor doutor, o senhor David já se encontra aqui.
- Ele que entre.
- Pode entrar. – Disse-lhe eu, fechando a porta depois de ele entrar. Mas que sina a minha, nenhum colega vai com a minha cara.
Depois da reunião, David ao sair da sala mal olhou para mim, nem uma única palavra. Por fim o dia chegou ao fim e quando estava preste a sair, ouvi um comentário “- Cristiana é apenas uma criança, não dura uma semana.” “Felipe gosta de mulheres mais maduras, não de crianças.” A sorrirem.
“Mas que raio! O que elas querem exactamente dizer com aquilo!?”, pensava eu sem demonstrar que as tinha ouvido. Saí e fui para casa. Não há nada como um belo banho relaxante depois de um dia de trabalho. E agora só preciso de uma boa noite de sono.
Cheguei a cama para dormir mas não conseguia pregar olho. Do nada surgiu-me o rosto de David, um homem moreno bem constituído, decerto mais velho do que eu. Mas… porque reagiu assim comigo!?
Passadas algumas horas, finalmente, consegui adormecer.

***
A semana passara depressa e durante toda a semana ignorei os comentários das minhas colegas. Era dia vinte e sete de Agosto, dia de meu aniversário e lembrei-me de as convidar, para nos conhecermos melhor, mas a resposta delas foi: “- Nós não saímos com crianças, até admira o senhor doutor te aceitar a trabalhar para ele.”
Podem-me achar uma criança, mas cumpro com as minhas responsabilidades. Mais tarde quando vi David, não resisti e convidei-o, mas foi tão brusco e arrogante para comigo. Não sei o porquê mas senti-me magoada.
***
Oito horas! Já chego atrasada ao café para vir ter com os meus amigos. Estavam sentados na mesa do canto, como do costume. Dirigi-me para eles e sentei-me numa cadeira vazia.
- Olá malta, tudo bem?
Eles pareciam divertidos comigo e começaram a rir. – Desculpa lá Cristin, não somos amas-secas. E, feliz aniversário. – Disseram eles arrogantemente e levantaram-se para se irem embora.
- O que lhes deu!? – Não estava a perceber nada.
- Cristin vê se cresces, sim? Estás a fazer vinte anos. Está na altura de crescer, ser uma mulher de verdade. – Disse Sara, quem eu julgava ser a minha melhor amiga, saindo atrás dos outros. Ao ela dizer tal coisa vi que tinha sido Roberto a dizer disparates.
E ali estava eu, na noite de meu aniversário, sozinha, encostei a cabeça à mesa. Momentos depois sinto uma mão forte em meu ombro.          
- Cristiana, está tudo bem?
Ao ouvir aquela voz masculina e doce, levantei a cabeça e fiquei surpreendida, era David! - Uau quem diria que ele iria aparecer! - Pensei eu ficando mais animada. – Podia estar melhor, mas enfim.
- Importas-te que me sente?
- Não. O que fazes aqui!?
- Julgo ter sido convidado por ti. – Disse ele sorrindo, “nossa mas que sorriso lindo”.
- Julguei que não viesses, depois de me tratares daquela forma.
- Desculpa.
- Porque me tratas arrogantemente? – Quis eu saber, enquanto ele ficava novamente sem jeito.
- Deixa lá isso agora, queres ir discoteca? – Perguntou ele pondo sua mão em cima da minha.
- Pode ser, mas não te escapas sem me dizer o que se passa.
Saímos e fomos para a discoteca que ficava ali perto, rimos e falamos toda a noite, até que, meu Deus, não sei como nos beijamos, mas logo de seguida ele se afastou de mim de rompante e quis logo ir-se embora.
Saiu apressadamente sem me dizer nada, enfiou-se no carro e acelerou que nem um louco, será que fiz alguma coisa de errado? Vai-se lá perceber os homens. Depois duma noite assim, só me resta voltar para casa.

***

Passados alguns dias no elevador cruzei-me como e David. Mas que clima esquisito entre nós dois. Éramos só nós dois e quando dei por mim ele estava-me beijando, e  o pior foi quando ele disse “amo-te Joana.”
Depressa o empurrei de mim, as lágrimas corriam-me pela cara e comecei a carregar no botão como se o elevador descesse mais depressa. – O que disseste!?
- Desculpa, não queria… - Começou ele a explicar, mas não deixei pois saí a correr dali para fora.

Cheguei a casa levada de lágrimas, não queria falar com ninguém, por isso demorei a abrir a porta quando a campainha tocou.
Mas que raio! Quando abro a porta deparei-me com David, mas como descobriu onde morava!? Tentei fechar-lhe a porta mas não consegui, ele colocou o pé entre a porta, impedindo assim de a fechar.
- Precisamos falar. – Disse ele abrindo a porta e entrando. Eu ainda estava levada em lágrimas, sou mesmo uma idiota.
- O que fazes aqui? – Perguntei quase a gritar.
- Desculpa, não te queria magoar. – Disse ele secando meu rosto. – Tens todo o direito de saber o porquê de…
- Teres-me chamado de Joana? – Perguntei irritada limpando o rosto com a mão.
- Há uma coisa que não sabes, é que, bem, fizeste-me lembrar a minha mulher…
- Não acredito, tu és casado!? Mas que cretino….
- Já fui, sou viúvo há seis anos. – Disse ele muito triste. – Ela faleceu num acidente de carro, por causa de um alcoólico. – As lágrimas começaram a rebolarem face abaixo, à medida que me contava sobre a tragédia.
- Não sabia lamento. Mas…
- Eu sei, saiu-me sem querer. A última coisa que quero é magoar-te, Cristin, no primeiro momento em que te vi, fizeste o meu coração despertar. Acho que te amo.
- Hum. Achas, não tens a certeza. – Disse eu com um aperto no peito.
- Se me deres uma oportunidade, podemos descobri-lo juntos. – Disse ele acariciando-me o rosto com a costa de sua mão suavemente.
A verdade é que nem eu mesma sabia o que estava sentindo, uma coisa era certa, o que estava a sentir por ele era muito forte, era algo que nunca sentira com Roberto. Acabei por concordar em nos conhecermos melhor e aos nossos sentimentos.

***
Passado alguns meses chegara o Natal, estava com meu irmão, com a esposa e meus pais, prestes a cear, quando a campainha soou. Rosa foi abri-la. Quem poderia ser? Era David que decidira fazer-me uma surpresa, depois de ter-me pedido um tempo umas semanas atrás.
Rosa entrou na sala sorrindo e fazendo-me sinal para a porta. Assim que me deparei com ele fiquei muito contente, mas um pouco ansiosa…
Depois da ceia todos se foram deitar, isto com a desculpa de estarem muito cansados, ficando só eu e David sentados no chão diante da lareira.
- Isto é para ti, espero que gostes. – Dando-me um embrulho cor-de-rosa.
- Obrigado, não era preciso. Não te comprei nada, nem sequer sabia se iria ver-te. - Disse eu abrindo o embrulho, era um livro, o que andava para comprar e não havia meio de o fazer.
- Cristin, amo-te. Quero começar uma nova vida contigo. – Disse ele sorrindo-me.
- Tens a certeza? É que, também te amo.
Ele começou acariciar-me o rosto com a mão direita e passando com a outra pelos meus longos cabelos, olhou-me nos olhos. - Amo-te Cristin.
- Também te amo e muito.
De seguida ele beijou-me tão intensamente como se fossemos um só, ali diante do fogo que nos aquecia naquela noite fria de natal.
Fim                                                                     Paula Perleques

Para quem não sabe a Paula ficou em , 1º lugar , empatada com a Ninfa!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Amor em Paris - 1º Passatempo/ 1º Ronda

Pierre é um famoso pintor francês, tem o seu atelier no coração de Paris. Os seus quadros são lindíssimos, incluindo o de jovens modelos nuas, a sua predilecção. Uma ou outra acabava por se envolver com Pierre, mas como ele dizia, eram casos sem importância. Até ao dia em que, Enriqueta, ou Riqueta como muita gente a chamava, entrou timidamente no seu atelier.

        Riqueta estava a passar uma fase económica muito complicada, tinha dois empregos, e não conseguia equilibrar o orçamento para pagar as contas. Uma amiga que pousava para Pierre, sabendo da sua dificuldade financeira, indicou-lhe o atelier de Pierre, dando-lhe as melhores referências do seu trabalho.
            Quando Pierre viu Riqueta a entrar, encantou-se de imediato com a sua beleza e graciosidade. Convidou-a a sentar-se para que falassem, e vendo o nervosismo dela, estampado no seu rosto, serviu-lhe um chá para se acalmar.
            Ouviu-a com toda a paciência e sem pressas. À medida que ela falava, ele imaginava como seria poder pintá-la, quem sabe, acariciá-la. Afastou aqueles pensamentos da sua mente. Não queria parecer um predador e que ela se sentisse a sua presa. Aceitou então, contratá-la como sua modelo. Naquela tarde limitou-se a desenhar o seu belo rosto, para que Riqueta se sentisse à vontade.
            Quando o desenho ficou pronto, Pierre entregou-o à jovem. Ele nunca antes tinha entregue assim um trabalho seu. Mas naquela tarde ele estava diferente. A presença daquela jovem linda no seu atelier, mudara-o completamente.
            Ele não queria apenas desenhá-la, queria conhecê-la, até mesmo cortejá-la, e quando Riqueta se ia embora, não resistiu a convidá-la para jantar naquela mesma noite. Com algum receio mas ela aceitou. Há mais de quatro anos que não saía com alguém que não fossem as amigas. Como estava sozinha em Paris, e até mesmo na vida, que mal faria? Nenhum certamente.
              Foi uma noite inesquecível, ambos se divertiram como há muito tempo não se divertiam. Foi o começo de uma bela amizade, e dum futuro amor. Aos poucos Riqueta deixou a sua timidez de lado, e conseguiu posar nua para Pierre, sem qualquer problema. Com o que ele lhe pagavam, mais o que recebia dos dois empregos, conseguiu endireitar a sua situação financeira.
            Passou um ano desde que Pierre e Enriqueta se conheciam, sem que vez nenhuma Pierre tivesse tentado alguma coisa com ela. Foi numa noite em que passeavam perto da Torre Eiffel, que Pierre lhe declarou o seu amor. Riqueta também o amava, mais do que alguma vez tinha amado alguém. Sob um luar maravilhoso, fizeram juras de amor eterno. A partir desse momento, não mais se largaram e juntos para sempre ficaram.
Ninfa

Para quem não  sabe ,a Ninfa ficou em primeiro lugar!

No que eu acredito - 1º Passatempo / 1º Ronda

Eu quis esperar pelo destino,
Mas se eu continuar a esperar,
o destino irá mudar,
Eu sei que tudo muda...
Mas o meu mundo será sempre igual,
Vai para sempre fazer parte do teu.


Para te dizer a verdade eu tento acreditar no impossível,
Eu não quero ser a única a olhar para aquele horizonte.
Não me culpes por tentar...
O que eu sinto não é mentira nem faz parte de um sonho,
Tu és o meu sonho e a minha realidade.

Não quero esperar mais para ver o teu rosto, para te ver...
Queria saber o que fazes quando eu penso em ti,
queria saber se pensas em mim,
queria saber se me voltavas a olhar nos olhos 
e se me voltavas a pegar nas mãos.
Queria saber se me amas...
Emmy

Para quem não sabe , a Emmy ficou em 2º lugar !

sábado, 20 de agosto de 2011

A força (Passatempo)


Vamos agora tal como prometido publicar o texto do nosso concorrente eliminado. E desde já agradecemos a tua participação!!!
A FORÇA
Um dia em Sidney, conheci uma jovem rapariga chamada Katherine, ela tinha os seus 23 anos, loira com os seus belíssimos olhos grandes da cor verde esmeralda, um corpo muito bem formado, pernas altas e uns pés do tamanho 41, era feliz ao lado do seu marido George e os seus dois filhos gémeos de apenas um ano, duas riquezas mesmo fofas e lindas! Todos partilhavam muito amor e afecto, pelos menos nos sonhos da rapariga porque nada disto era verdade pois ela vivia traída pelo marido.
Mas como ela era capaz de viver desta forma? Como era capaz de suportar as bebedeiras excessivas dele? Como era capaz de ainda lavar as roupas dele com o perfume da sua amante entranhado nelas? E perguntam-se vocês: " Ele batia-lhe para não falar, obrigava-a a mentir?", entre coisas assim... Mas não era nada disso, ela apenas era forte e aguentava e tinha a sua grande prioridade à frente de tudo, os seus dois filhos. Mas o cobarde do George, nem tinha um pouco de preocupação pelos três.
A história agravou-se quando no dia de Natal, em que estavam presentes eu, a Sarah e a Sam, o George chega a casa por volta das 19h45 quando nós já estávamos a jantar, já com uma bebedeira enorme, ele tem a enorme estupidez de cumprimentar a Katherine com um beijo muito forçado, pensando que ninguém sabia da traição dele à mulher.
Nesse momento ouve-se a bater à porta... Era ela, a amante dele, mas que grande lata, mas também a rapariga era enganada...
Quando Katherine vai abrir a porta, de surpresa vê-la e ouve-a a dizer que era a namorada do George, surge o momento em que Katherine explode mesmo, surge ali uma grande luta. Nós três desatamos a correr a ver o que se passava, e o grande cobarde ali a dormir no sofá sem fazer nada ouvindo os enormes berros das duas raparigas, enquanto que nós fomos separá-las.
Depois disso mandámos imediatamente a amante do George embora, e nos 15 minutos seguintes estivemos sentados naquele banco, com uns efeitos muitos bonitos à volta daquelas lindíssimas flores que a Katherine se dedica todos os dias, a acalmá-la, fazendo com que ela defini-se definitivamente o fim desta loucura.
Então entramos em casa e num abrir a fechar de olhos ela expulsa George de casa. Agora envelheci, Katherine morreu à oito anos, os gémeos já são crescidos e o George nunca mais deu notícias. Até a um dia.
                              Humberto Carvalho